Praia Grande (SC), do litoral à serra num piscar de olhos




Outro dia subimos a Serra do Faxinal, mas não entramos no Parque Nacional Aparatos da Serra para apreciar o lindo visual do cânion do Itaimbézinho. Como foi relatado neste post . Achamos que Praia Grande merecia uma visita mais demorada, então voltamos com mais organização e junto com a família. Assim pudemos desfrutar de momentos únicos em meio as paisagens estonteantes que a natureza proporciona naquele ponto do sul do Brasil, próximo a divisa entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

 

Saímos de Porto Belo em uma sexta-feira, por volta das 13h. Indo no contra fluxo de veículos. Por isso, realizamos uma viagem tranquila. Fizemos apenas duas pausas, uma no Engenho para lanchar e alimentar nosso dog e outra para abastecer, pouco antes de sair da BR-101. Pegando a SC-450, são 20 quilômetros, passando por São João do Sul, até chegar a Praia Grande. Nossa hospedagem foi no sítio da Dona Rosinha e Seu Vilmar, locado via site de classificados. Quem quiser o telefone, só pedir, recomendadíssimo. Os donos são super hospitaleiros e a casa é um brinco, bem espaçosa.

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Embora tenhamos ido em quatro pessoas, o imóvel suporta tranquilamente oito. Na propriedade é possível caminhar em meio a vacas e ovelhas. No quintal há um açude exclusivo para quem se hospeda ali. Com pouco de paciência, pescamos algumas tilápias. A diária para dois casais ficou por R$ 200,00 (fevereiro/2016). E fica só a uns 800 metros, do acesso a Serra do Faxinal, pela SC-450. Chegamos por volta das 18h. Paramos no mercado para comprar alimentos e bebidas. Aproveitamos para conhecer o Centro da Cidade, que se desenvolveu em torno da igreja e da praça, as duas levam o nome de São Sebastião. Havia umas 15 pessoas no equipamento público. Algumas conversando e outras passeando com os filhos ou animal de estimação. Estávamos cansados e com fome. Tomamos café em um bar no lado direito.

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Ali encontramos uma figura ilustre da cidade de 7.000 habitantes, o seu Dili. Salve engano, ele disse ter 80 anos. Muito gentil, nos contou um pouco da história do município. Comemos torradas e tomamos café com leite. Tudo muito simples, mas também muito gostoso. Saiu R$ 24 para quatro pessoas. Depois seguimos em direção a Pedra Afiada para conhecer um sítio. Chegamos ao destino, mas como estava escuro retornamos para casa. Após um churrasquinho, fomos dormir cedo. Ansiosos pelo dia seguinte.

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Dessa vez, optamos por fazer a subida pelo lado catarinense. A estrada que da acesso a Serra do Faxinal é a SC-450. De Praia Grande até o Parque Aparados da Serra são 22 quilômetros de estradas íngremes e sinuosas. Para desenvolver o turismo nessa região, o Governo do Estado de Santa Catarina investe na pavimentação da via. Contudo, ainda são poucos trechos asfaltados, é bom subir com muito cuidado. Chegamos por volta das 10h30 com sol escaldante. Para começar, fizemos a trilha do vértice. Com percurso curto, é o caminho mais fácil para apreciar os paredões rochosos.

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Depois de alguns minutos, partimos para a trilha do Cotovelo. O tempo estimado para percorrer os seis quilômetros de ida e volta é de três horas. Aproveitamos para fazer o nosso treino da semana, alternando corrida leve e caminhada forte. Foi diferente correr na altitude. Sentimos bastante a respiração. Fizemos o percurso, com direito a vária paradas para fotos, em 1h30. Não tínhamos pressa, mas a natureza inspira esportes.

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A economia de tempo fez a diferença na descida. A mudança do clima transformou o dia ensolarado em névoa em poucos minutos. Quem não subiu a serra pela manhã, teve que voltar do meio do caminho sob pena de não poder ver os cânions. Mesmo com o céu encoberto, fomos conhecer o Balneário Passo Fundo. Faltou coragem para encarar a água fria, ainda mais no final de tarde. Voltamos para o sítio, tomamos banho, e fomos à missa na Igreja Matriz. Após, jantamos na pizzaria Opinião. Pizza para quatro pessoas e mais bebidas por R$ 50,00.

No domingo, último dia em Praia Grande, seguimos em direção a Pedra Afiada. Não tínhamos o intuito de fazer a trilha do Malacara ou a do Boi, que dá acesso ao interior dos cânions, apenas conhecer os arredores. Ficamos boa parte da manhã ali caminhando e conversando com moradores. Aproveitamos ainda para conhecer a pousada que leva o nome do refúgio. De volta ao sítio, uma última pescaria e churrasco. Depois, pé na estrada, que no dia seguinte o trabalho nos esperava. Ficamos com gostinho de quero mais novamente. Desta vez, faltou optar por realizar a trilha pelo interior dos cânions. Essa caminhada é feita apenas com auxilio de guias. Assim que possível, faremos esse roteiro e disponibilizaremos para vocês aqui no blog. Até a próxima.

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