Passeio por Torres, Capão da Canoa, Praia Grande e Morro dos Conventos




Dia desses tínhamos que ir até Rio Grande do Sul resolver alguns assuntos pessoais. Logo, pensamos em unir o útil ao agradável, aproveitando o gancho para conhecer alguns lugares pelo caminho.

Carro revisado, tanque abastecido e lá fomos nós, bem cedo, rumo ao sul do Brasil, saindo de Porto Belo – SC. A previsão do trajeto via Google Maps era em torno de 5 horas, mas demorou muito mais, pois fomos sem pressa, parando, conhecendo e principalmente porque nosso mascote Beni estava junto.

A primeira parada foi no Engenho, uma lanchonete pouco antes de chegar em Garopaba. Gostamos de parar ali, pois o local oferece espaço pet. Na sequência, paramos na nossa queridinha Praia do Rosa. Ainda era bem cedo e havia pouca gente na rua (ainda mais numa terça feira de Carnaval, depois de ficarem na folia até tarde).  Antes de chegar no Rosa, fizemos algumas fotos na Lagoa de Ibiraquera. A maré baixa proporcionou alguns minutos de caminhada e muitos cliques. Ventinho da manhã fresco, os passarinhos de um lado para o outro e o nosso doguinho super feliz explorando cada cantinho novo.


Por volta das duas da tarde estávamos em Torres, litoral gaúcho. Ficamos encantados com a estrutura da praia e da cidade. Pelo caminho vimos a Lagoa do Violão, que fica no Centro, um charme só, com direito a passeio de pedalinho e tudo. Seguimos até a av. Beira Mar, estacionamos o carro e fomos caminhar pela orla. A praia conta com várias barraquinhas de artesanato, restaurantes, quadra esportiva, chuveirinhos, enfim, tudo que você possa precisar na beira mar. Notamos que o mar é bem agitado e em alguns pontos é Bandeira Vermelha. Para quem estiver afim de um mergulho, é sempre bom ficar atento. Almoçamos no Restaurante Mariskão ( Av. Beira Mar, entre Des. Vieira Pires e Alm. Barroso), preço justo e bom atendimento (R$70,00 um prato para até 3 pessoas e mais bebida, fevereiro, 2016).

Seguimos rumo a Capão da Canoa. Até resolver nossas pendências já se passava das 6 horas da tarde, tempo para dar uma espiadinha rápida na praia. Paramos em uma praça próximo ao ponto 73. Após um breve descanso íamos retornar a torres, mas na saída da cidade avistamos uma placa de pousada e resolvemos conferir preço e acomodações. Geralmente, sempre pesquisamos os locais antes de sair de Porto Belo, mas dessa vez o roteiro estava livre.

Na av. Venâncio Aires (entre rua da Brigada Militar e Dois Irmãos) achamos a Pousada Encanto da praia (diária R$189,00 para casal, fevereiro/2016), fica em torno de uns 600 metros do centrinho e da praia. O lugar é simples, mas bem aconchegante. O senhor que nos atendeu foi bem simpático e o que nos ganhou foi o fato de aceitarem cachorro e ter uma piscina aquecida, que caiu muito bem depois de um dia inteiro na estrada. Além de oferecer café da manhã, também há uma cozinha coletiva, onde os hospedes podem preparar suas refeições, recomendamos o lugar.

Depois de acomodados e de ter aproveitado a piscina, fomos conhecer o Centro, e nunca vimos tanta gente circulando, parecia uma festa a céu aberto. Muitos turistas, gente dali mesmo, passeando, comprando, curtindo nos barzinhos. Adoramos a vibe de Capão à noite. Paramos no Bar e Restaurante Meu Pontinho  e vimos uma aglomeração em uma das mesas. Era o vocalista da banda Papas da língua, Serginho Moah. Parecia muito simpático com os fãs, não se importando em tirar fotos com quem pedia. Passeamos mais um pouco e antes de ir para casa ainda paramos no Milão Buffet de Sorvetes, que é uma delicia e não é caro. Gastamos cerca de R$ 13,00. Recomendamos muito, principalmente pela cordialidade dos atendentes.

No outro dia acordamos cedo. Nosso plano era fotografar o Cânion do Itaimbezinho, no Parque Nacional da Serra Geral. Optamos por subir pelo lado gaúcho, pois a subida pelo lado de Santa Catarina é muito íngreme e pouco dos 22 quilômetros até Praia Grande é asfaltado. A boa notícia é que há uma obra em execução para pavimentação da Rodovia SC.

Pois bem.  Saímos de Capão da Canoa, pela Estrada do Mar, sentido RS/SC. Alguns quilômetros adiante, fizemos o contorno à esquerda e pegamos a Rota do Sol, que leva a Serra Gaúcha. Uma estrada linda, que sobe pela serra desvendando paisagens, embora em alguns momentos de um certo medo, pela altura. Paramos no Mirador Restaurante-Café (km 04, Itati-RS), que tem uma vista incrível para fotos e ainda oferece opções para comer ou comprar produtos coloniais.

Deste ponto em diante andamos mais 18 km até uma rótula e viramos à direita, sentido Cambará do Sul, onde achávamos que tínhamos que ir. Seriam outros 30 km, mas paramos na metade do caminho. Avistamos um café, que servia de posto de informações. Por sorte, havia outras pessoas com o mesmo intuito. Segundo a atendente, o acesso podia ser feito por ali. Longos 16 km por um caminho pedregoso.  A estrada não é das melhores, mas também não é tão ruim assim, basta ir com cuidado e devagar.

Dois quilômetros antes do parque avistamos uma tendinha com uma placa de advertência: última parada antes do parque. Como já era por volta do meio dia, resolvemos comer algo. Não há muitas coisas para optar. Apenas guloseimas, pastel de carne e queijo com calabresa. Na frente ainda é possível fazer algumas fotos de um riacho recém formado.

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Chegamos ao Parque e para nossa surpresa não conseguimos entrar por causa do nosso cachorro. Nem ao menos ficar no estacionamento dentro do parque. Ficamos sem ver o Cânion do Itaimbezinho. Consideramos essa medida drástica, pois tem uma trilha que não demora cinco minutos, que poderia ser adaptada para quem tem pets.  Seguimos adiante.

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Parque não aceita que os visitantes levem pets, mas não apresenta alternativas

Já em Santa Catarina queríamos achar uma pousada aconchegante, que oferecesse uma piscina ou algo do tipo, pois pelo horário já não teríamos tempo para conhecer os outros cânions, só no outro dia. Até achamos algumas, mas pelo preço optamos não ficar, porque para nosso orçamento estava caro demais (acima de R$500,00).

Conheça Praia Grande

Sem se preocupar seguimos em direção ao litoral sul naquele calor escaldante. De repente, avistamos um rio clarinho e convidativo. Várias pessoas estavam tomando banho ali. Nos informamos se era seguro e não pensamos duas vezes, mergulho no rio Mampituba, a melhor opção para aquela tarde quente de sol.

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Mergulho no rio Mampituba para amenizar o calor foi uma ótima escolha

Revigorados, era hora de voltar para a estrada e decidir se iriamos para casa ou pararíamos em outro lugar. Como gostamos muito de ler e pesquisar sobre roteiros e destinos há um tempo tínhamos lido sobre o Morro dos Conventos- Araranguá. Foi para lá que fomos. Ao chegar, decidimos que íamos ficar, pois o lugar era lindo e tinha tudo que gostamos, praia e muita natureza.

Após rodar um pouco atrás de hospedagem fomos até o Hotel Morro dos Conventos, que oferecia boa estrutura como piscina normal e térmica, sauna e academia (R$240,00 diária para casal com café da manhã, fevereiro, 2016). O hotel é um pouco antigo, mas muito bem cuidado e limpo. Funcionários simpáticos, atenciosos e um café da manhã muito bom. A piscina da rua com borda infinita é uma delicia, da para ficar horas, só curtindo.

Com a hospedagem ok, era hora de explorar o lugar. Seguimos até um barzinho embaixo das dunas. Dali a vista das falésias com o farol ao fundo era espetacular. O pessoal do barzinho aluga pranchas para o skibunda por R$ 15,00 a hora. No final, para descansar, cerveja no barzinho, com vista para as dunas e o Morro dos Conventos. Ah, como a vida é boa.

Jantamos no restaurante do hotel mesmo. Comida boa, contudo podia ser melhor. Sentimos um pouco o sal, mas preço justo pelo que pedimos (camarão à brasileira, pizza da casa, duas cervejas, por R$81,00, fevereiro, 2016). Hora de dormir. Chegamos a pesquisar outro restaurante na descida da rua, mas os preços eram pouco convidativos.

Mais um dia de sol lindo. Acordamos cedo e após  uma hora na piscina térmica e café,  fizemos uma trilha ali por perto do hotel. Voltamos para a piscina até fechar a diária. Antes de pegar a estrada, aproveitamos para conhecer de perto o farol e a pista de voo livre. No retorno, pegamos três filas na BR-101: Tubarão, Laguna e Florianópolis. Nada que apagasse as lembranças de mais um passeio bacana.

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Até a próxima

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