Friozinho em Curitiba (PR)




Aqui onde moramos no litoral catarinense é muito comum recebermos visitantes do estado vizinho Paraná, principalmente no verão, talvez pela proximidade (cerca de 300 km de uma capital a outra). Mas agora chegou a nossa vez de conhecer os encantos da capital Curitiba.

Escolhemos o mês de julho para o passeio, e vá preparado, pois pegamos muito frio, aquele que dá sensação de estar congelado. Mas também é bom levar roupa de meia estação, pois durante o mesmo dia chovia, esquentava, ventava, vinha o sol.

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Araucárias: árvore característica da região

O programado era chegar à tarde, mas pegamos muito transito principalmente na cidade. O que nos fez tomar a decisão de deixar o carro no estacionamento durante os próximos dias e nos virar por conta própria. A nossa escolha de um hotel bem localizado no centro  facilitou muito, porém as instalações do Guaira Palace Hotel deixaram um pouco a desejar, precisando de bons reparos. Pagamos em torno de R$130,00 a diária para casal, com café da manhã (julho/2013).Quem vai de carro, é bom atentar se o hotel oferece garagem ou se tem que pagar a parte, o que torna a diária mais cara.

Devidamente acomodados e também com fome, nossa primeira visita foi na Rua 24 horas, que ficava a poucos metros de onde estávamos. Inaugurada em 1992 foi criada para proporcionar lazer e entretenimento a população. Porém quando fomos muitas lojas estavam fechadas, havia pouca opção de comida e quase nenhum movimento. Não animou ficar muito tempo por ali. O que nos fez ir até o Shopping Curitiba, que também é localizado perto da Praça Rui Barbosa, nosso ponto de referência. Jantamos por ali e na volta ficamos com receio de ir caminhando, pois já estava um pouco tarde e havia muitos moradores de rua. Apesar da pequena distância, voltamos de táxi.

Em todos os lugares que passamos, sempre que possível tentamos conhecer o Mercado Municipal, local que consegue aproximar os visitantes dos moradores. O mercado de Curitiba é bem estruturado e bem organizado. Há variedades como artesanatos, alimentos, bares e produtos em geral, em setores bem separados. Recomendamos conhecer.

Curitiba é uma cidade muito bem sinalizada e você consegue se achar fácil. Saindo do Mercado Municipal nossa ideia era ir até o Jardim Botânico, e apesar de ser um pouquinho longe, fomos caminhando (uma característica nossa nas viagens, saímos caminhando que nem loucos e no final do dia estamos moídos, rs).

Bom, o Jardim Botânico é lindo, muita área verde, famílias passeando, galera fazendo piquenique, adoramos mesmo. Na frente da estufa há um jardim geométrico muito bem cuidado. Dentro desta estufa há vários tipos de plantas e flores, inclusive uma cachoeirinha artificial. O Jardim ainda tem lago e trilha entre araucárias, árvore característica do Paraná. Reserve um bom tempo para desfrutar, tirar fotos e curtir o passeio. Terminamos de conhecer já perto do horário do almoço. Como estava muito quente, voltamos de táxi para o hotel. Conseguir um veículo livre pode se tornar um desafio, uma vez que há muita rotatividade.

Almoçamos,  e neste meio tempo pesquisamos sobre o Ônibus Linha Turismo. Logo já estávamos dentro dele, conhecendo mais de Curitiba. O Ônibus parte todos os dias da Praça Tiradentes, passando por 25 pontos turísticos. Comprando o tíquete( não lembramos do valor), dá o direito de 5 embarques e 4 reembarques em qualquer ponto que você escolher, podendo retornar a cada 30 minutos. Vale a pena pela visão panorâmica e ainda pelas informações fornecidas, em português, inglês e espanhol. Sem contar que facilita muito o deslocamento.

Nossa primeira parada foi no Bosque Alemão, que homenageia os imigrantes desta nacionalidade. Com muita natureza, há uma pequena trilha que conta a história de João e Maria, um mirante e ainda a casa encantada, que conta com uma biblioteca infantil. Ao longo do ano acontecem oficinas e apresentações. É sempre bom dar uma conferida se não coincide com a época visitada por você.

O próximo ponto escolhido foi a Ópera de Arame, que não pode ficar de fora do seu roteiro, pois se trata de um dos principais cartões postais. O local foi construído numa antiga pedreira, cercado de mata nativa preservada e tem um lago e uma cascata. Sua arquitetura é magnifica, com capacidade para 2.400 espectadores. No local há um café funcionando.

Depois fomos até o Parque Tanguá que fica bem próximo dali (assim economizamos uma parada, haha). Também localizado numa pedreira desativada, rende fotos lindas. Você pode caminhar em sua pista de cooper, pedalar na ciclovia, contemplar a vista do mirante e se cansar, paradinha para um lanche. Espaço público muito bem aproveitado.

Tentamos conhecer a Torre Panorâmica da Oi, mas neste dia estava fechada (voltamos no dia seguinte e também estava). Uma pena, pois deste local conseguiríamos fotos legais. Sendo assim partimos para a próxima parada que foi o Memorial de Imigração Ucraniana. Quando chegamos já havia fechado, mas ainda assim valeu a visita, pois a casa, palco e portal construídos em estilo ucranianos são muito legais, com o cair da noite fria, deu todo um charme ao local.

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A última parada foi no Centro Histórico, que tem umas construções bem charmosas, vários bares e restaurantes que formam um calçadãozinho para curtir a noite. Depois dali fomos para o hotel descansar um pouco e a noite jantamos novamente no Shopping Curitiba.

No outro dia, fomos ao Museu Oscar Niemeyer de carro, não nos entendemos muito bem com o GPS e nos arrependemos de não ter ido de ônibus. Mas a visita valeu muito a pena. Começando pela arquitetura, em forma de olho, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, as várias exposições que o espaço conta e ainda áreas de lazer. Ficamos uma manhã inteira só curtindo o museu, andando, interagindo e tirando fotos.

A tarde, depois de deixar o carro no hotel, saímos caminhando sem roteiro fixo pelo Centro, olhando o comércio, o movimento das pessoas indo e vindo. Passamos pela Universidade e pela Catedral, que são construções históricas. Ainda em meio uma rua e outra, achamos uma galeria de arte que estava rolando um som, entramos, tomamos um café e ficamos curtindo a atmosfera.

Depois dali fomos até o Shopping Estação, que é enorme por sinal, dentro dele inclusive tem um museu ferroviário que você pode visitar gratuitamente, mas não pode tirar fotos. Passeamos pelo shopping, tomamos um chopp no Bar da Brahma e depois de tanto andar, fomos para hotel descansar.

À noite, para recompor as energias, fomos na Dom Signori Pizzaria. O rodízio não é tão barato, mas é muito gostoso, bastante variedade e ótima qualidade.

No último dia, gostaríamos de ter feito o passeio de trem que segue para Morretes, mas não acordamos cedo e infelizmente ficou para uma próxima vez. Ainda assim, aproveitamos e fomos até a Feirinha Hippie (que na verdade é a Feira do Lago da Ordem), realizada todos os domingos pela manhã na rua do Rosário, conta com muitas barraquinhas de artesanatos, comida e pinturas. Os valores são para todos os gostos e bolsos. Vale a pena pechinchar e levar algumas peças para casa.

Após comprar lembrancinhas e tomar suco em uma de suas barraquinhas, seguimos nosso caminho para Santa Catarina, encantados com os espaços bem aproveitados em Curitiba e com os investimentos feitos na área de lazer e cultura para a populaçao.

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