Cuba é logo ali




 

Enfim, chegou o grande dia, além do passaporte em mãos, também levamos o certificado de vacinação internacional de febre amarela (tire suas dúvidas nesse site). Na fase de roteiro não ficou claro se necessitaríamos para entrar em Havana ou na Cidade do Panamá (local de conexão). Na dúvida, resolvemos fazer, até porque tem validade de 10 anos. Contudo, em nenhum momento da viagem foi exigido.

Quanto ao visto de entrada, deixamos para tirar na hora. Para retirar antecipado, teríamos que ir até a embaixada cubana ou fazer via sedex, mas nos informamos que poderíamos comprar diretamente na companhia aérea, e assim fizemos. Compramos no aeroporto do Panamá com a Copa em um guichê de informações, custando 20 dólares cada um.  Saiba mais sobre o visto aqui.

Tudo pronto, partimos rumo a Havana no dia 14 de dezembro. No processo de economia de passagens acabamos comprando voos com paradas no Rio de Janeiro, onde pegaríamos o voo da Copa Air. Esse processo de fracionamento tornou a viagem desgastante. Embarcamos logo após almoço e depois de um voo tranquilo chegamos a São Paulo para uma conexão de três horas. Uma ponte aérea rapidinha e lá estávamos nós parados no aeroporto para esperar, enfim, o voo principal, que sairia por volta das 2h com destino ao Panamá.

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#partiu

 

Aproveitamos esse intervalo no Galeão para comprar dólares de reforço. Embora o roteiro tenha sido planejado com folga orçamentária, sempre se fica com a pulga atrás da orelha. Ainda mais que os relatos diziam que era quase impossível receber um socorro financeiro estando em Cuba, pois é bem difícil conseguir sacar dinheiro e os cartões com bandeira americana não passam, fora que somente alguns estabelecimento (somente alguns mesmo) aceitam cartão. Sendo assim, o indicado é levar tudo em espécie mesmo. Não lembramos ao certo, mas compramos mais em conta na agência que fica no lado da entrada principal do aeroporto. Dinheiro resolvido, fomos atrás do checkin, não há um guichê especifico da Copa para tirar dúvidas. De tanto perguntar, descobrimos que o guichê abriria a 1h da manhã. O procedimento é meio itinerante. Funcionários da companhia chegam com placa de identificação e ocupam um dos balcões que até então atendiam passageiros de outras companhias.

Sem ter o que fazer pelas próximas horas, fora conter a ansiedade, resolvemos comer. Outra dificuldade devido aos preços e opções. Comemos numa lanchonete, à esquerda do terceiro piso, decorada com aviões em miniatura. Depois de tanto matar tempo, enfim, chegou a hora de voar. Friozinho na barriga e 7 horas de voo até o Panamá. Fizemos um voo tranquilo, mas cansativo. Importante movimentar as pernas para melhorar a circulação sanguínea. Chegamos ao Panamá por volta das 6h.

Propositalmente, reservamos seis horas para desfrutar os tão falados free shops. Ledo engano. O dólar em alta tornou os preços pouco ou quase nada atrativos. Comparados com os preços brasileiros ainda valem a pena, mas não são tão baratos assim como lemos em alguns lugares. Além da frustração com a falta de opções de equipamentos fotográficos, pois havíamos reservado uma verba para comprar tripé e cartão de memória, que encontramos a U$ 30, o cartão de 32g, não compensando tanto assim, ainda tivemos que ficar seis horas esperando a próxima escala.

Embarcamos para Havana, por volta das 12h, em uma aeronave da Embraer com apenas quatro assentos em cada fileira. O voo estava quase lotado na maioria por cubanos, que vinham visitar os familiares. Na bagagem de mão, levavam desde bonecas a televisões de 32 polegadas. O serviço de bordo da companhia logo tratou de quebrar o gelo e colocarmos no clima de férias. No almoço, serviram, além da refeição, duas opções de cerveja, sendo uma cubana. Havia ainda vinho, Whisky e o tradicional rum cubano. Foram duas horas de voo bastante agradáveis, já no desembarque houve certa tensão, devido a demora. Outra aeronave da Caribean havia acabado de pousar e tivemos que esperar uns 15 minutos.

Depois da aduana, que foi super tranquila, há outro inconveniente: esperar pelas bagagens. Tivemos que aguardar quase uma hora para poder deixar o aeroporto. Em alguns relatos se fala de um seguro de saúde ou algo assim. Nós não fizemos e também nada foi pedido em nenhum momento. No saguão do aeroporto José Marti, dezenas de cubanos e cubanas aguardavam o desembarque dos familiares. Outra horda de pessoas ofertava “táxi, táxi, táxi”. Nosso motorista, já acertado com o dono da primeira casa que ficaríamos, nos aguardava com uma plaquinha na mão.

Ao pisar fora do aeroporto, um calor gostoso nos envolveu, a tensão do voo passou, embarcamos num Fiat Tipo (experiência frustrante para quem esperava um carro antigo) e nos embrenhamos ruas adentro, Cuba…chegamos!!!!

Cuba aí vamos nós! Capítulo 1

Apuros em Havana – Capítulo 3

Atravessando Cuba – Capítulo 4

Santiago de Cuba – Capítulo 5

Bayamo – Capítulo 6

Trinidad – Capítulo 7

Cienfuegos – Capítulo 8

Cayo Santa maria – Capítulo 9

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