Cuba aí vamos nós!




Conhecer Cuba e a história do povo cubano sempre povoou o nosso imaginário. Contudo, a ideia ganhou força logo após nossa lua de mel em Buenos Aires, Argentina. Voltamos maravilhados com o que vimos e vivenciamos e com vontade de conhecer mais do continente Americano. Ao acompanharmos notícias sobre a intermediação do Papa Francisco para por fim ao embargo dos EUA a Cuba, sabíamos que teríamos uma curta janela para conhecer a Cuba autêntica, como diz o slogan do Ministério do Turismo cubano.

Contudo, o pós eleição no Brasil reservava um cenário do dólar e euro em ascensão e preços de passagens áreas também em alta. Mas quem curte viajar sabe que após colocar uma ideia na cabeça, dificilmente você muda o destino. Colocamos alertas de promoções de passagens aéreas e deixamos o tempo passar, sempre dando uma pesquisada aqui e acolá.
Em maio de 2015, uma sexta-feira, o Melhores Destinos nos brindou com a informação de passagens em promoção para a ilha comandada pelos irmãos Castro. Pela Copa Airlines  o custo era de aproximadamente R$ 1.100 por pessoa. Tentamos comprar inúmeras vezes sem sucesso. Resolvemos improvisar e testar o Submarino Viagens . Conseguimos comprar os bilhetes para 15 de dezembro por R$ 2.700 para os dois, sendo que aproximadamente R$ 500 foram de taxas do site. Ainda assim, valeu a pena, pois até então tínhamos encontrado pelo dobro o preço. O fato de poder parcelar em 10 vezes também foi bacana.
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A partir dessa data passamos a correr contra o tempo. O primeiro passo foi cortar gastos desnecessários do dia a dia e economizar. A moeda a ser levada a Cuba é o Euro, pois o dólar sofre uma taxação na hora do câmbio. Pelas pesquisas, fizemos um cálculo que necessitávamos de € 2.200 . O câmbio, por vezes, quase inviabilizou nossa viagem. A cada nova disparada, cortávamos mais e mais gastos do dia a dia. De maio até o final de novembro, a Isabela utilizou os horários de folga para pesquisar os melhores locais  e construir nosso próprio roteiro, que nos guiou a viagem inteira. Valeu a troca de informação com outros viajantes pelo Mochileiros entre tantos outros sites de viagens.
A ideia era desbravar o máximo da ilha nos 15 dias de viagem, o que nos fez percorrer do leste de Cuba até Havana, um total de 8 cidades e 1 cayo (Havana, Santiago de Cuba, Bayamo, Trinidad, Cienfuegos, Santa Clara, Remedios, Cayo Santa Maria e Varadero).
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Outro ponto bastante importante foi a hospedagem, optamos por ficar apenas em casas de famílias, os resort’s e hotéis encareceriam ainda mais a viagem. Além do mais, ficando em casa de família você consegue ter um contato muito maior com o povo cubano e o preço é bem mais atrativo. Mais uma vez os relatos de outros viajantes e do Tripadvisor foram fundamentais para escolhas seguras e econômicas. Utilizamos um site de classificados em Cuba e os sites TripToVinales e BBinnVinales , este último é o que mais recomendamos, José, o gerente de reservas é muito atencioso e ainda ganhamos um código  (como se fosse um cartão telefônico cubano) para ligarmos para as casas que reservamos, confirmando nossa chegada, pois como não pagamos nada, tínhamos que fazer a confirmação por telefone sob pena de perder a reserva.
Comprar um guia de Cuba auxiliou bastante nessa fase do projeto. Também compramos livros sobre a revolução, a relação de Fidel e Che, além de reforços sobre técnicas fotográficas.
Para viagens com muitas paradas o vestuário é um problema a mais. Reservamos oito casas para 15 dias de viagem. Logo, lavar e secar roupa era quase impossível devido o curto tempo em cada uma. Optamos por comprar malas grandes e por levar no mínimo um conjunto de roupas para cada dia.
Alguns relatos sobre Cuba eram preocupantes, principalmente, sobre o item água. Como garantia, decidimos levar algumas garrafas descartáveis, além de bolachas e salgadinhos, o que nos primeiros dias foi bem útil. Protetor solar e repelente também estavam inclusos na bagagem. Importante dar atenção aos equipamentos fotográficos. Ainda assim, podem ocorrer problemas. Compramos uma Go Pro Hero 3+ exclusivamente para levar. Foi para garantia na fase de testes e não voltou a tempo. Acabei comprando uma Canon T5 às pressas. Fora o fato da ilusão de adquirir equipamentos no aeroporto do Panamá, que veremos no post seguinte. 
O pré-viagem incluiu ainda preocupações com passaporte, exigem validade mínima de seis meses, e vacina contra febre amarela. O visto, explicamos no próximo post.
E assim começou nossa viagem, aguarde nosso próximo post rumo a ilha, hasta luego!!
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