Conheça a serra catarinense em três dias




Há algum tempo tínhamos a vontade de conhecer a serra catarinense, porém por motivo desconhecido sempre deixávamos mais para frente. Finalmente colocamos como meta ir a Urubici e região e desbravar seus atrativos tão famosos.

Realizamos esse passeio no final de julho, em meio ao inverno. Não vimos neve, pelo contrário pegamos uma temperatura agradável. Faltou a cereja do bolo, mas a viagem foi fantástica e cheia de aventuras.

ONDE SE HOSPEDAR

Começamos nossa pesquisa sobre em qual cidade nos hospedar e como já foi dito, optamos por Urubici, que tem vários atrativos naturais sem a necessidade de deslocamentos muito grandes. A segunda etapa foi escolher a hospedagem. Como iríamos com nosso pet, o primeiro critério era que o aceitassem. Diante de algumas opções que encontramos surgiu o SÍTIO SETE QUEDAS, localizado na região do Campestre, distante  7km do Centro. O sítio conta com três cabanas que comportam até cinco pessoas. Os imóveis são equipados para suportar o frio com itens como lençol térmico, aquecedor e lareira.

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Dentro da propriedade há sete cachoeiras, que dão o nome ao local, mas devido ao frio não conseguimos conhecê-las, já que as trilhas são feitas pela água. O sítio faz parte do programa Acolhida na Colônia, onde produtores rurais se preparam também para o turismo. Seu Evaldo e Dona Nilva, os proprietários, são pessoas extremamente simpáticas e receptivas, nos receberam muito bem, durante as refeições sempre trocávamos muitas ideias, tendo momentos agradáveis. Sem contar que o café é todo preparado na hora, com muito carinho pela Dona Nilva, usando produtos orgânicos de seu sítio. Considere se hospedar aqui.

1º DIA

Saímos em torno das 7h de Florianópolis, rumo a Urubici pela BR 282, passando por municípios como Santo Amaro da Imperatriz, Águas Mornas e Rancho Queimado. A estrada é muito tranquila, sem muitas subidas e com bonitas paisagens do campo. Há apenas que tomar cuidado pois não é uma via duplicada, então a atenção tem que ser redobrada.

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As 10h já estávamos no Centro de Urubici. Aproveitamos para conhecer a Praça, Igreja matriz e arredores, tirando muitas fotos, claro. Depois fomos até a sede da ICMBIO para retirar a permissão para conhecer o Morro da Igreja (Pedra Furada)no dia seguinte. Atenção, esta permissão tem que ser solicitada por email (agendamentoparque@hotmail.com) com antecedência .

Almoçamos na Cafeteria SESC, que serve buffet livre (R$18,00 por pessoa) ou também pratos a La carte. Experimentamos as duas opções e gostamos. Preço justo pela comida que é servida. Local agradável, com livros, decoração legal e computador a disposição.

Seguimos para o sítio para descansar e de tarde fomos conhecer o Morro do Campestre (R$5,00 por pessoa. Dá para subir até próximo o topo de carro, mas preferimos fazer a subida caminhando (a Isabela é um pouco medrosa, risos). No topo há uma formação rochosa, que muitos sobem para fotografar, além disso a vista do pôr do sol dalí é magnífica, e ficamos ali para contemplar esse presente da natureza. Mas vá preparado, pois quando o sol se põe o frio intenso vem junto (no inverno, pelo menos).

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A noite fomos à Pizzaria Rota da Neve (R$35,00 por pessoa), serve sopa, entrevero(comida típica da serra) e rodízio de pizza (o rodízio na verdade não ocorre, você escolhe os sabores e eles trazem para você, conforme o pedido). O local estava bem cheio, gostamos, mas a pizza poderia ser melhor.

Esta foi a noite mais fria que pegamos, o termômetro da praça marcava 4 graus, nos outros dias pegamos temperatura média de 6-10 graus.

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2º DIA

Acordamos cedinho, pois esse dia tínhamos bastante a conhecer. Começamos com um café adorável da Dona Nilva e a conversa agradável do seu Evaldo.

Seguimos pela Avenida Rodolfo Andermann, fazendo nossa primeira parada na Gruta Nossa Senhora. Este local é mágico, com uma energia incrível. Mesmo que sua crença seja outra, pare para conhecer, é um local muito bonito de natureza inigualável, pedras e quedas d’água, fazem molduras incríveis.

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Continuando na mesma Avenida, seguimos para o Morro da Igreja (não paga nada, mas lembre-se de agendar e retirar a permissão com a ICMBIO). Pegamos muitos pontos com forte neblina na subida, mas a estrada é bem sinalizada e segura. Ao chegar ao topo, a imagem é incrível. O sol rachava, dando visibilidade a cidade, rochas, mata e claro a Pedra Furada. Ali é um dos pontos que neva na cidade de Urubici e também um dos mais frios, a 1822 metros de altitude.

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Morro da Igreja

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Logo ao sair do Morro da Igreja, há a entrada para a Cascata Véu de Noiva (R$5,00 por pessoa), há um restaurante que também vende lembrancinhas (bem caras por sinal). Entramos para conhecer a cascata, que é linda e vale a pena conhecer sim. Não ficamos muito tempo, pois ainda seguiríamos para a Serra do Corvo Branco, e queríamos fazer tudo cedo, pois o local fica um pouco retirado da cidade.

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De volta a mesma avenida, seguimos para o nosso próximo destino. A Serra do Corvo Branco atrai muitos visitantes, pelos seus paredões de pedras, que é por onde a estrada passa, as curvas são muito fechadas e subidas íngremes. Não é aconselhado subi-la, por isso fomos apenas conhecer seu topo, o que a maioria dos turistas fazem. O caminho é muito tranquilo, mas ao chegar fomos surpreendidos por algo que não esperávamos, ao estacionar o carro no topo, o motor do carro ferveu.

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Neste momento o nervosismo bateu e pouco aproveitamos do lugar. Esperamos voltar um dia, numa situação mais calma. Um senhor nos orientou a pegar água e colocar no recipiente do motor. E assim fizemos, tínhamos garrafas no carro, achamos mais algumas e pegamos numa espécie de bica que corria pelas pedras. Deixamos o capô aberto para resfriar, batemos algumas (poucas) fotos e a preocupação sobre a situação que nos esperava só aumentava. Não sabíamos se o carro ia ligar, também não tínhamos sinal de celular para chamar um guincho. As pessoas não paravam muito, vinham batiam fotos e iam embora, e casa por perto não havia.

Bom, cogitamos deixar o carro trancado, pegar uma carona e ao chegar ao Centro, ligar para o seguro. Porém, para nossa surpresa o carro ligou, concordamos em andar um pouco e parar para ver como estava o nível da água, sabemos que não é indicado, mas descemos em muitos pontos na conhecida “banguela” para não forçar muito o motor. Primeira parada, água havia baixado, colocamos mais uma garrafinha e seguimos, parando mais algumas vezes. Assim durante quase 30 km, chegamos na loja Art & Mel, onde paramos para pedir informação sobre Mecânica e já aproveitamos para comprar Mel, que é de excelente qualidade. Bom paramos na oficina e passamos o resto da tarde ali, a causa não foi identificada, foram feitos vários testes e tudo estava ok, colocado fluído, o celtinha estava pronto para continuar viagem, ufa!

A noite sem clima para sair depois do susto, jantamos no sítio, uma sopa de capeletti com pão, R$15,00 por pessoa.

3º DIA

Neste dia iríamos para São Joaquim, no caminho paramos para conhecer a Cascata do Avencal (R$5,00 por pessoa). O local é um parque, com rappel, tirolesa, passeio de cavalo, trilhas, pedalinho. Um lugar muito agradável, sem falar da cascata que é linda mesmo.

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Ao fazer o itinerário não vi que São Joaquim já era caminho para ir embora, então no planejamento estava ir conhecer a cidade e depois voltarmos para Urubici e no dia seguinte ir embora. Cheguei a me arrepender por não ter prestado atenção neste detalhe, pois poderíamos dormir já em São Joaquim. Mas ao chegar, vimos que não tinha motivo para arrependimentos, pois em menos de uma hora já não tínhamos mais o que fazer.

A cidade é famosa, pois nela neva, sem precisar subir em algum ponto específico. Mas se você não der sorte de pegar neve, assim como nos não tivemos. A visita é curta. Fomos a cooperativa de maçãs Sanju, onde compramos a fruta e sucos, com preços não tão baratos assim. Seguimos para o centro, tiramos algumas fotos na igreja que é muito linda e na praça, almoçamos. Procuramos uma rua mais alta que dava uma vista da cidade, mais algumas fotos e pronto já não tinha mais aonde ir ou o que fazer.

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Para encerrar a viagem na noite de sábado, pesquisei na internet um pub chamado Barba Negra(Av. Adolfo Konder, 858) e fomos conhecer. Uma experiência muito legal, o barzinho é super aconchegante, o dono  Daniel foi super simpático com a gente. Provamos alguns dos aperitivos, com preços super justos. Destaque para o caldinho de feijão, que é simplesmente uma delícia. E sem falar no drink Bull Dog, feito com cerveja, tequila, sal, limão e contreiau de laranja, uma verdadeira explosão de sabores. Recomendamos muito.

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No outro dia partimos de volta para casa via SC 390, passando por Bom Jardim da Serra e depois pela tão famosa Serra do Rio do Rastro, em Lauro Miller. Antes de descer paramos no mirante, muitas pessoas param para tirar fotos, levar souvenir, fazer uma refeição ou simplesmente para criar coragem para descer. A serra tem curvas, descida (ou subidas, dependendo de onde você vem) de tirar completamente o fôlego. Paisagens lindas, uma experiência incrível.

E foi com essa experiência que encerramos assim nossa visita a serra catarinense.

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4 Comments on Conheça a serra catarinense em três dias

  1. Passamos uma semana em Santa Catarina quando fomos ao Beto Carrero e voltamos encantados pelas cidades catarinenses! Pena que não deu tempo de conhecer esta região, adorei o visual do Morro da Igreja. Agora já temos mais um motivo para voltar! Parabéns pelo post! Abraços.

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